Lançado o AMZ-1, o primeiro satélite 100% brasileiro

As primeiras imagens

Em 3 de março de 2021 o MCT/INPE fez uma live apresentando a primeira imagem bruta capturada em teste. Veja o vídeo

O lançamento em vídeo

Reveja abaixo a transmissão do Lançamento do Satélite Amazonia 1 no dia 27/02/2021.
Gravação da Live de Lançamento do Amazonia-1 – o primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. O Amazonia-1 é um projeto coordenado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI).
Gravação da Live direto do centro de lançamento indiano – SDSC

A transcrição técnica do lançamento

Em T0, o primeiro estágio do PSLV, denominado PS1, foi acionado, em seguida, 420 milissegundos depois pela ignição dos dois foguetes propulsores sólidos.

Em T + 1 minuto e 10 segundos, os foguetes sólidos queimaram e se separaram. Isso foi seguido em T + 1 minuto 49 segundos pelo esgotamento do combustível e separação do primeiro estágio e ignição do segundo estágio, denominado PS2.

O segundo estágio usa dimetil-hidrazina assimétrica (UDMH) e tetróxido de dinitrogênio (N2O4) para seu único motor Vikas.

Depois de separar a carenagem da carga útil, o segundo estágio desligou e separou em T + 4 minutos e 22 segundos, seguido um segundo depois pela ignição do terceiro estágio de propelente sólido, denominado PS3.

Após a queima do terceiro estágio, uma breve pausa na ascensão antes que o estágio se separe e o estágio final, PS4, acionou em T + 8 minutos e 25 segundos para colocar o veículo e as cargas em sua órbita sincronizada com o Sol em 760 km inclinada 98,4 graus em relação ao equador.

O Amazônia-1 se separou em T + 17 minutos e 23 segundos.

Contexto do AMZ-1

O satélite brasileiro Amazonia 1, de sensoriamento remoto, foi colocado em órbita na madrugada do dia 28 de fevereiro, a partir do Satish Dhawan Space Centre, SHAR, em Sriharikota, na Índia. Trata-se do primeiro satélite de observação da terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil.

As informações providas pelo Amazonia 1 consistem em imagens ópticas de ampla visada (WFI) com resolução de 64m e largura da faixa imageada de 866km. Essas informações serão úteis para diversas aplicações, como o monitoramento da região amazônica, da diversificada agricultura em todo o território nacional, da região costeira, de reservatórios de água, florestas naturais e cultivadas e desastres ambientais.

O satélite foi colocado em uma órbita sol-síncrona a uma altura média de 760km. Ele cruzará a Linha do Equador, no sentido Norte-Sul, às 10h30 da manhã do horário local, viajando a uma velocidade de quase 27.000km/h. A essa velocidade, o satélite levará apenas 100 minutos para dar uma volta na terra, lhe permitindo obter imagens de qualquer ponto do planeta a cada cinco dias.

Operando conjuntamente com os satélites CBERS-4 e CBERS-4A, lançados, respectivamente em dezembro de 2014 e dezembro de 2019, serão providas imagens recorrentes do território brasileiro a cada dois ou três dias, melhorando significativamente a oferta de informações aos seus diferentes usuários.

Fonte: INPE

Além do domínio do ciclo completo de desenvolvimento de um satélite do porte e complexidade do Amazonia 1 e dos benefícios resultantes das aplicações das imagens obtidas a partir do espaço, a missão permitirá outro ganho tecnológico importante: a validação em voo da Plataforma Multimissão (PMM), projetada para ser utilizada em diferentes tipos de satélites na faixa de 700kg, com redução significativa de prazos e custos.

Fonte: INPE, adaptado pela Forest-GIS

A órbita em tempo real

Acompanhe a posição do AMAZONIA-1 em tempo real neste site

Sobre o AMZ-1 anteriormente aqui na Forest-GIS

Fontes para saber mais…

Outros lançamentos importantes

Satélite da UFSM é lançado com sucesso no Cazaquistão: O nanossatélite brasileiro NanosatC-BR2 foi lançado nesta madrugada de segunda-feira 22 de março de 2021, no Cazaquistão. Ele foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

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