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Fusos UTM no Brasil Explicados: Mapa, Zonas e Como Usar em GIS

Oito fusos UTM diferentes recobrem o Brasil. Desde o Fuso 18 começando no Acre até o Fuso 25 que inclui o arquipélago de Fernando de Noronha.

Veja abaixo  a cobertura e qual fuso utilizar em seu mapa em projeção Universal Transversa de Mercator (UTM). A projeção UTM em seu fuso local é utilizada para cálculo preciso de área.

Mapa mostrando os fusos UTM 18 a 25 cobrindo o território do Brasil
Mapa das zonas UTM que cobrem o Brasil (fusos 18 a 25)

O mapa acima mostra os 8 fusos UTM que cobrem o território brasileiro, numerados de 18 a 25.

Cada fuso possui 6° de longitude, garantindo menor distorção em medições locais quando comparado a coordenadas geográficas (latitude/longitude).

No caso do Brasil:

  • O Fuso 18 cobre a região oeste do Acre
  • O Fuso 25 inclui o arquipélago de Fernando de Noronha
  • A maior parte do território continental se concentra entre os fusos 21 a 24

Esse tipo de divisão é essencial em Sistemas de Informação Geográfica (SIG), especialmente para:

  • cálculo preciso de áreas
  • análise de uso do solo
  • projetos de engenharia e cartografia técnica
Fusos/Zonas UTM que cobrem o Brasil
Grade global do sistema UTM com destaque para o Brasil

Imprima sua cópia (PDF)

Veja como descobrir o datum e a projeção de seus dados geográficos

Comparação entre grade geográfica (latitude/longitude) e UTM no Brasil
Pode ser interessante para você também: A Grade Latitute Longitude GCS recobrindo o Brasil

Esta comparação acima mostra a diferença entre dois sistemas fundamentais em cartografia:

  • Latitude/Longitude (GCS) → sistema angular global
  • UTM (PCS) → sistema projetado em metros

A principal diferença prática é:

  • Latitude/Longitude trabalha em graus (não linear)
  • UTM trabalha em metros (linear e mensurável)

Por isso, em aplicações GIS como:

  • cálculo de área
  • distâncias
  • modelagem ambiental

O sistema UTM é preferido, pois reduz distorções locais e permite medições diretas em unidades métricas.

Mais sobre o UTM

A Projeção Transversa de Mercator, ou Conforme de Gauss, é o resultado da projeção da superfície da esfera em um cilindro tangente ao meridiano central. São úteis para representar áreas que são maiores no sentido Norte-Sul do que no sentido Leste-Oeste. As distorções aumentam a partir do meridiano central, tanto em escala e distância como em direção e área.       

 Aprimoramentos efetuados sobre a projeção de Gauss-Krüger em 1947 pelas forças armadas dos EUA deram origem ao sistema UTM (Universal Transversa de Mercator), à maneira como é definido atualmente e dando-lhe característica universal. Desde então sua utilização popularizou-se em todo o mundo, não apenas para fins militares como também para usos civis (INCRA, 2001) – Ler mais

Grid UTM mundial

Existem 60 zonas de projeção longitudinal numeradas de 1 a 60 começando em 180°W. Cada uma dessas zonas tem 6 graus de largura, exceto algumas exceções em torno da Noruega e Svalbard.
Existem 20 zonas latitudinais abrangendo as latitudes 80°S a 84°N e indicadas pelas letras C a X, omitindo as letras I e O. Cada uma delas tem 8 graus sul-norte, exceto a zona X que é 12 graus sul -norte.

UTM of theWorld
Grid UTM Mundial com Brasil em Destaque; clique para ampliar (Fonte: Forest-GIS) (baixar outra versão em PDF)


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3 thoughts on “Fusos UTM no Brasil Explicados: Mapa, Zonas e Como Usar em GIS

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