XVI SBSR: LANDSAT 8 – Planos e perspectivas.

Prezados, na primeira palestra do XVI SBSR, o Dr. Thomas Loveland da USGS (NASA) e o Dr. Michael Wulder do Serviço Florestal Canadense compuseram a mesa.
O tema era o LANDSAT 8: Planos e perspectivas.
Dr. Loveland:
Programa Landsat – O Brasil é o principal responsável pelos dados serem livres para a comunidade hoje, segundo o pesquisador da Nasa. Graças a pressões e apelos do Brasil e outros países em menor escala temos hoje dados disponíveis para a comunidade de forma gratuita e contínua.
-Desde 1972, nunca ficamos sem dados LandSat, grande parte graças ao Landsat 5 que superou muito sua vida útil programada, estando ativo por incríveis 29 anos. 
-Uma das grandes características do Landsat é que, desde o primeiro, a qualidade espectral se mantem muito semelhante, isto permite comparação de dados e séries históricas como nenhum outro permite.
-O LDCM vem para cobrir a desativação do Landsat 5 anunciado pela Nasa em dezembro de 2012 e garantir a continuidade do programa de monitoramento da terra mais antigo e confiável até hoje, que celebra seus 40 anos.
Mr. Wulder, do Serviço Florestal canadense: Temos hoje 39 satélites com resolução melhor de 100 metros porém apenas 1 atualmente fornece imagens abertas, acessíveis, prontas para uso e grátis para o mundo, o LANDSAT.
Há hoje um paradigma, mudar o pensamento de modo a pensar em pixel e não na cena em sí. Imagens livre de núvens? Não, vamos pensar em pixel livre de nuvens, isso vai viabilizar muito mais analises com os mesmos dados históricos. Também a analise temporal que era “ver abruptas diferenças entre pontos no tempo” está mudando para tendências ao longo do tempo “Indo de onde para onde” e taxas de mudança no tempo.
Tom Loveland acrescenta- USGS NASA: Landsat 8 (oficialmente chamado de LDCM pela NASA) foi aprovado no ano 2000 e levou 13 anos para ser lançado.
Presidente Barack Obama acabou de aprovar o orçamento para o LandSat 9 visando a continuidade da missão, e como demora um certo tempo para lançar um novo Landsat, eles precisam começar anos antes projetos e cornstrução. A idéia é ter o Landsat 9 praticamente pronto para 2017.
Tom mostrou o vídeo de lançamento do Landsat 8 em 11 fev 2013 e também as primeiras imagens capturadas para teste (imagens do Colorado e Wyoming-EUA) e também algumas inéditas do Mar de Aral na Ásia e também uma sob o Mato Grosso no Brasil e uma no Peru, imagens inéditas até hoje, trazidas exclusivamente para o evento.
Tom disse que estão prevendo já disponibilizar imagens do LDCM de abril e maio deste ano no dia 30 de Maio 2013 para todo o mundo!!!
Parte técnica:
A Arquitetura do Landsat 8 mudou também e o método de varredura do terreno usa as mesmas especificações dos outros satélites mais modernos disponíveis (Pushbroom), permitindo capturar 400 cenas por dia em 9 bandas espectrais (duas a mais que os antecessores), incluindo uma pan cromática de 15 metros e as outras todas em 30 metros com acurácia geodésica de 35,5 metros (CE90). A calibração do satélite agora é feita on-board, com verificações periódicas, o que deverá garantir qualidade radiométrica durante toda a missão.
Para calibrar o LDCM utilizaram o LandSat 7 imageando uma mesma região para comparação de cenas e verificação de consistências durante os últimos meses.
A Nasa adicionou também imageador infravermelho termal de dois canais, algo inédito, com resolução de 100 metros, diferentemente do LandSat 7 que havia um imageador de 60 metros mas com apenas um canal..
O arquivo de dados do LDCM está dimensionado para incríveis 530 anos de dados, com 50 PetaBytes de capacidade.
Os dados terão formato GeoTIFF, incluindo uma banda de verificação de qualidade. Aumentou-se em 63% as aquisições de dados com repetição de 8 dias. Geolocalização de pixel aumentou de precisão na ordem 12 metros.

Ver mais:
-Lançamento  do LDCM
-Página da missão
-História do Programa LandSat
-Currículo do Dr. Loveland

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