Resumo do Último dia do XVI SBSR

O último dia do SBSR contou com a palestra inicial do Lênio Galvão do INPE que teve como tema espectroscopia de imagem, avanços e perspectivas. Ressaltou que o satélite EO-1 – Sensor multi espectral

Fonte: GFSC NASA
Hyperion com 256 bandas irá ser substituído pelo HyspIRI com 60 metros de resolução espacial e revisita de 19 dias, sendo uma escala comparável com o LandSat, o que abrirá um leque de aplicações conjuntas; terá além disso infravermelho termal.
Ele mostrou ainda um exemplo de identificação de fogo e queimadas usando dados de bandas termais do AVIRIS da Nasa, identificando saturação acima de 100%.
José Moreno da Universidade de Valência na Espanha mostrou um projeto chamado FLEX (Flourescence Explorer) que traz uma nova abordagem do sensoriamento remoto ainda não explorada. Pretende quantificar a quantidade de fotossíntese como é feita em laboratório hoje, mas via satélite em larga escala. Para conseguir isso não basta medir a fluorescência pois apenas cerca 2% da energia que atinge o dossel é energia fluorescente.Para quantificar a assimilação de carbono precisa-se da eficiência fotossintética. Basicamente o trabalho teve por objetivo mapear a fluorescência vegetal global e a eficiência fotossintética global. Com isso consegue-se monitorar o estresse vegetativo, impactos antropogênicos e mudanças no uso do solo. (Ler mais sobre o projeto)
Fonte: JPL Nasa
O Dr. Simon do JPL/Nasa não pode comparecer então o Dr. Carlos Alberto de Souza Filho do INPE apresentou um pouco sobre a história dos sensores multi espectrais e as novidades. A missão HyspIRI que será uma plataforma visível e também multi espectral de ondas IR médias e longas, centradas no IR termal (TIR e VSWIR). O satélite Terra e Modis foram os primeiros a ter bandas multi espectrais porém tem resolução baixa, de 1 km ou 90 metros (Aster) e baixa resolução temporal.
A demanda pelos produtos multi é alta e por isso a importância da missão, que está previsa somente para 2022.Estão previstos 7 bandas TIR de 12 micrômetros e 1 banda de 4 micrômetros (detectar fogo) com 60 metros de resolução com 5 dias de revisita. As principais razões para lançamento do satélite são:
-Vulcanologia
-Monitoramento de Queimadas
-Água – uso e disponibilidade
-Urbanização e saúde
-Composição e mudanças de elementos de paisagens terrestres.
Pela parte da tarde aconteceu a sessão de Florestas, com alguns trabalhos interessantes como o do Clayton Alvares da Esalq que apresentou um trabalho sobre a Caracterização da dinâmica dos índices de vegetação NDVI e EVI em plantações de Pinus no Brasil. (Trabalho também do Prof. Stape). Com parcelas permanentes em plantações de MG até o RS (do projeto PPPIB), medindo NDVI e EVI de 2000 a 2012 em cada parcela usando um pixel do Modis, cruzou-se com dados de área foliar LAI, correlacionando com dados de Pinus nos EUA. Com isto observou-se que a variação do LAI não é tão suave como a literatura traz mas sim há variações em ondas. No futuro eles pretendem estimar a produtividade via sensoriamento remoto. Leia o trabalho todo aqui

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