BLOM: Nova empresa mirando o Brasil

BLOM – Aplicações LiDAR para o Setor Florestal Brasileiro

Fonte: Site da Blom
Um encontro promovido hoje pela IMA Gestão e Análise florestal teve por objetivo introduzir um novo player na área de sensoriamento remoto e LiDAR (Light Detection And Ranging) no Brasil, a empresa Blom.

O evento contou com a presença de representantes das maiores empresas florestaisdo Brasil. O encontro de três horas foi basicamente a apresentação da empresa Blom e da tecnologia LiDAR que finalmente mostra aplicação em caráter comercial.

A Blom é uma empresa Norueguesa com sede em Oslo e é a maior empresa do setor na Europa, tendo aero-levantado países inteiros como Itália, Suécia, Finlândia, e parte de outros, possuindo, além disso, expertise de mais de dois milhões de hectares de florestas inventariadas por meio de LiDAR.

A Blom breve se instalará no Brasil e pretende atuar de maneira forte neste segmento como já faz no Chile e no Uruguay tendo a IMA como representante comercial.

Os produtos e resultados por eles apresentados relativos a inventários florestais mostraram níveis de precisão equiparáveis ou superiores aos métodos tradicionais (Mesmo LiDAR ainda precisando de pequenas amostragens de campo para calibração de algoritmos), além de possibilitar vários produtos agregados a este.

O interessante da tecnologia é a gama de produtos gerados com um só vôo. O modelo digital do terreno sem vegetação, imagens digitais de altíssima resolução (<20cm) e infravermelho, nuvens de ponto Laser que permitem obter a altura das árvores, correlação diamétrica pelas copas, por algoritmos volume por estratos, área basal, dentre muitos outros.

A tecnologia é viável apenas em áreas de grande porte > ou = 40 mil ha e o custo continua sendo um “porém” a meu ver!

Mais informações : http://imaflorestal.com.br/br/ e http://www.blomasa.com/products-services.html

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3 Comments on “BLOM: Nova empresa mirando o Brasil”

  1. Este método tem uma ótima aplicação, que se adotado consumirá trabalho dos melhores Engenheiros Florestais do país, que é a aplicação na concessão de áreas florestais.

    Haverá a necessidade de validação de modelos, estudos para identificação das espécies via dados, e uma porção de coisas. Lembrem-se os americanos usaram imagens aéreas para conceder suas áreas, porque é mais fácil. Está tudo documentado. Quem sabe nós não seremos o que utilizamos o LiDAR para conceder as nossas?

  2. Assino embaixo chefe!!

    Mesmo com toda a tecnologia deste método, não é possível eliminar o trabalho de campo…e assim será por um bom tempo ainda…mas acredito que ainda não morrerei sem ver isto acontecer!!

  3. A meu ver isso é uma grande novidade do ponto de vista da tecnologia utilizada, forma de processamento e tudo mais, mas como princípio e concepção não é novidade.

    Já me deparei com a pergunta "Chegará o dia que acabará o Inventário Florestal tradicional?" várias vezes.

    É difícil ser categórico ao dizer se acabará realmente ou não algum dia o inventário tradicional, mas hoje por hoje, digo que ele tem e terá espaço por longa data.

    Quando falo que o princípio não é novo, Spurr na década de 70 (bem como outros livros de Inventário) já citavam medir o volume a partir de imagens aéreas. Correlacionando copas com diâmetro, utilizando o Estereoscópio e observando a paralaxe. O que mudou foram os métodos, a praticidade e a velocidade.

    Agora aqueles que imaginam em aposentar a suta, vão ter de esperar muito ainda!

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